Engenharia Naval / de Petróleo / Química
Aquecimento global e o mar
Uma grande preocupação das consequências do aquecimento global é o aumento do nível do mar. O nível dos mares está aumentando em 0.01 a 0.02 metros por década e em alguns países insulares no Oceano Pacífico são expressivamente preocupantes, porque cedo eles estarão debaixo de água. O aquecimento global provoca subida dos mares principalmente por causa da expansão térmica da água dos oceanos, mas alguns cientistas estão preocupados que no futuro, a camada de gelo polar e os glaciares derretam. Em consequência haverá aumento do nível, em muitos metros. No momento, os cientistas não esperam um maior derretimento nos próximos 100 anos. (Fontes: IPCC para os dados e as publicações da grande imprensa para as percepções gerais de que as mudanças climáticas).
Como o clima fica mais quente, a evaporação aumenta. Isto provoca pesados aguaceiros e mais erosão. Muitas pessoas pensam que isto poderá causar resultados mais extremos no clima como progressivo aquecimento global.
Aumento do nível do mar
Nos últimos 120 anos o nível do mar subiu cerca de 20cm. Dois fenômenos contribuíram para este aumento, ambos relacionados com o aquecimento global: a expansão térmica dos oceanos (o volume dos oceanos aumenta com a temperatura) e o derretimento das calotas polares. Estima-se que, sem um esforço concertado para diminuir as emissões de CO2, o nível médio do mar suba cerca de 0,5 metros nos próximos 100 anos, com consequências graves para as áreas e cidades costeiras.
As previsões das pesquisas indicam aumento no nível do mar
Com o aumento da temperatura global das águas, seriam mais numerosas e fortes as tempestades formadas no oceano - tais como tempestades tropicais e furacões, que extraem sua energia feroz e destrutiva das águas mornas pelas quais passam.
Aquecimento Global e o Petróleo
Fontes dos gases aquecimento global
Os gases responsáveis pelo aquecimento global da Terra, encontram-se na combustão de combustíveis fósseis, como o petróleo e seus derivados, e nas cidades cerca de 40 % deve-se à queima de gasolina e de óleo a diesel, fato que se traduz pelo número de veículos automóveis que aí circulam.
Foto por Justin Sullivan/Getty Images
No Brasil, os piores acidentes aconteceram em oleodutos da Petrobras, na Baía de Guanabara e no Paraná. Para enfrentar os riscos ambientais a Petrobras criou o Programa Pégaso e várias universidades brasileiras desenvolvem pesquisas para criar formas eficientes para a limpeza de áreas degradadas.
Um dos maiores vazamentos de petróleo com graves conseqüências ambientais aconteceu com o afundamento de um petroleiro na costa da Espanha que transportava 77 mil toneladas de óleo combustível. O acidente pode se tornar uma das maiores catástrofes ambientais da história causadas por vazamento de óleo. O navio Prestige, das Bahamas, afundou no dia 19 de novembro a 250 quilômetros da região da Galícia. O vazamento de óleo já atingiu as praias e as encostas da Espanha. Segundo as organizações ambientais, entre 10 a 15 mil pássaros foram afetados.
Para o Greenpeace, o uso de combustíveis fósseis não renováveis sempre oferecerá riscos para a natureza, como afirma John Butcher, da Campanha de Substâncias Tóxicas do Greenpeace brasileiro. "O problema é muito maior, a questão para evitar acidentes não se resume à manutenção e fiscalização. Sempre haverá um risco contínuo com esses tanques enormes. O problema é a matriz energética e o Greenpeace defende a substituição e a eliminação gradual dos combustíveis fósseis por fontes renováveis alternativas como a energia eólica, solar e a energia das marés", diz Butcher.
É impossível prever a localização e o tamanho de qualquer derramamento acidental de petróleo. Como esperado derramamentos de tanques são mais frequentes em áreas costeiras do que em áreas do mar mais viajadas. Alguns exemplos de derramamentos desastrosos:
Torrey Canion em 1967 no sul da Inglaterra com quase 117 mil toneladas derramadas;
Arrow em 1970 em Nova Scotia 11 mil toneladas derramadas;
Metula no Estreito de Magalhães em 1973 cinquenta e três mil toneladas, Argo Merchant em 1976 em Massachusets 26 mil tonelada;
Amoco Cadiz em 1978 no Canal inglês 230 mil toneladas;
Exxon Valdez no Sul do Alaska 35 mil toneladas e o derramamento Braer em 1993 nas ilhas Schettland na Escócia 84 mil toneladas e
No Brasil, em 200 no Estado do Rio de janeiro, onde foram derramados 1,2 milhão de litros de óleo de um dos 14 dutos que ligam a refinaria Duque de Caxias, na baixada Fluminense ,ao terminal da Ilha D'água , na Ilha do Governador.
Os principais países importadores do petróleo são: os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, a Coréia do Sul, a França, a Itália, a Espanha, a Índia, a China, a Taiwan, e o Brasil.
Os principais países exportadores são: a Arábia Saudita, a Rússia, a Noruega, a Venezuela, a Irã, os Emirados Árabes Unidos, o Iraque, o Kuwait, a Nigéria, o México, a Líbia, a Argélia e o Reino Unido.
Petrobras
No Brasil, os dois últimos graves acidentes em oleodutos da Petrobras aconteceram no ano de 2000 e causaram grandes vazamentos na Baía da Guanabara e na Paraná. Naquele mesmo ano, a Petrobras criou o Programa de Excelência em Gestão Ambiental e Segurança Ocupacional (Pégaso). O programa é formado por dez grupos de gerência, 80 especialistas de todos os escalões da empresa. Segundo a Petrobras, o Pégaso já investiu R$ 2,3 bilhão e a previsão é um total de investimento no valor de R$ 3,2 bilhões até 2003.
Download do e-book do Pégaso:
http://www.camaradecultura.org/Gerenciamento%20de%20Riscos%20na%20Petrobras.pdf
Fontes:
http://www.terrazul.m2014.net/
http://www.comciencia.br/reportagens/petroleo/pet09.shtml
http://poluicao_ambiental.vilabol.uol.com.br/seminarios/Poluicao_petroleo.htm


